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Geração Z: como os professores devem se preparar para os nativos digitais

Um professor nascido nos anos 80, durante a infância, não assistia ao YouTube, não tinha smartphone ou sequer imaginava a existência do Snapchat, mas tudo isso é muito comum para uma criança que tem dez anos atualmente. Enquanto esse professor fazia suas pesquisas escolares na Barsa, a fonte de pesquisa dos nativos digitais é o Google.

Na década de 80, as provas eram reproduzidas em um mimiográfo, mas hoje este tipo de avaliação já se mostra ultrapassado. Percebeu como é grande a diferença entre as gerações Y e Z? Nativos digitais é a forma como são chamados os nascidos no fim da década de 90, quando a internet começou a fazer parte das nossas vidas.

O estudo Children and Internet use: A comparative analysis of Brazil and seven European countries traça uma análise sobre o uso da internet por crianças e adolescentes, comparando os índices de acesso dos nativos digitais do Brasil e mais sete países europeus. A pesquisa revela que os brasileiros têm menos acesso à internet no ambiente escolar, mas em compensação estão à frente dos demais países quanto ao acesso à dispositivos móveis e à presença de crianças entre 9 e 10 anos nas redes sociais. Um em cada três brasileiros, entre 9 e 16 anos, afirmou usar a internet via mobile, liderando o índice com 33%, na frente da  Romênia, com 15% e da Irlanda, com 13%.
 

Como se classificam as gerações. Você Você faz parte de qual delas?

Geração X – Nascidos nas décadas de 1960 e 1970 Geração Y – Nascidos nas décadas de 1980 e 1990 Geração Z – Nascidos no final da década de 1990 até 2010 Geração Alpha – Nascidos de 2010 em diante
 

Entenda o comportamento dos nativos digitais

O professor e coordenador pedagógico Anderson Dino relatou ao Terra um exemplo bem claro sobre o comportamento dos nativos digitais. Segundo Dino, as gerações anteriores à Era Digital tinham como referências os professores, pais e familiares, mas atualmente esse cenário mudou muito. Os nativos digitais se inspiram em parâmetros globais, pois a internet potencializou o alcance e a propagação das informações. Uma prova disso é a jovem paquistanesa Malala Yousafzai, que aos 17 anos ganhou o Nobel da Paz e inspira crianças por todo o mundo.

Outro exemplo é a brasileira Isadora Farber, criadora do Diário de Classe, que se inspirou num case internacional para compartilhar problemas de sua escola via Facebook. Partindo de referências como essas, o professor Anderson Dino percebeu o quanto os nativos digitais são multimídia e fazem muitas coisas ao mesmo tempo. Para adequar a sua linguagem a dos alunos, o professor passou a compartilhar o conteúdo escolar em suas mídias sociais: Facebook, Twitter, YouTube, Tumblr, e com isso conquistou o respeito dos nativos digitais.
 

Estratégias para atrair a atenção dos nativos digitais

Já publicamos aqui no Blog Aprender Brincando um post sobre tecnologias para atrair a atenção das crianças na educação, onde citamos algumas características dos nativos digitais e como tornar o aprendizado mais divertido.

Também sugerimos alguns cursos para os professores aprenderem a usar tecnologia em sala de aula, afinal, a qualificação profissional é um fator determinante para que o professor esteja preparado para lidar com os nativos digitais.

O escritor Marc Prensky publicou o livro Teaching Digital Natives, sobre como ensinar os nativos digitais. Ele ressalta que para as crianças nascidas na Era Digital, a tecnologia é a base de tudo, como se o smartphone fosse a extensão dos dedos, por isso, a educação precisa se adaptar a esse novo contexto. O ponto principal para a adoção da tecnologia na educação é integrá-la ao projeto pedagógico e avaliar o real impacto das ferramentas escolhidas para o aprendizado.

Como a sua escola prepara os professores para trabalhar com os nativos digitais?
Compartilhe a sua experiência nos comentários!  

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